Siegrid Klein: de voluntária a presidente do Anelo (Foto: Lalá Ruiz)
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Conheça Siegrid Klein, a presidente do Instituto Anelo

Se você frequenta o Anelo seja como aluno, como pai de aluno ou prestigia os nossos eventos, com certeza já cruzou com Siegrid Klein, presença mais do que constante nas atividades do Instituto. O que talvez você não saiba é que Siegrid é a presidente do Instituto Anelo. As 64 anos, essa engenheira química aposentada apaixonada por bicicleta – que usa não apenas para lazer, mas principalmente como meio de transporte – chegou ao Anelo como voluntária incentivada pela empresa onde trabalhou por 36 anos, a Buckman Laboratórios Ltda., de Sumaré.

Nascida em Blumenau, Santa Catarina, Siegrid morou em Curitiba, no Paraná, voltou para Blumenau quando cursava o terceiro ano primário (atual ensino fundamental) e morou na cidade até terminar a faculdade. Aliás, conta com orgulho, Blumenau era o único município do estado de Santa Catarina a contar com uma faculdade de Engenharia Química, a Fundação Universitária Regional de Blumenau (FURB). Mudou-se para Campinas para trabalhar na Buckman. Aqui também fez pós-graduação em Engenharia da Qualidade na Unicamp. Leia entrevista que ela concedeu ao blog do Instituto Anelo:

Blog – Como começou sua relação com o Instituto Anelo?
Siegrid Klein – Eu conheci o Anelo quando ainda trabalhava na Buckman. Não me lembro exatamente o ano, mas a presidente da Buckman conhecia o pai da Gabi (Nota do Blog: Gabriela Aguiar, voluntária do Anelo), que também era engenheiro químico. Num jantar comemorativo da Buckman ele falou: “A minha filha faz um trabalho voluntário numa ONG, tal e tal” e aí começou todo o namoro. A empresa incentivava ações de voluntariado e eu integrava a equipe que coordenava essa parte dentro da Buckman. Os voluntários eram cadastrados, era feito um levantamento das horas que trabalhavam como voluntários e eles eram, de certa forma, gratificados por esse trabalho, justamente para incentivar. Com dez horas de trabalho voluntário eles ganhavam uma camiseta e assim por diante. E quando alguém completava 50 horas de voluntariado, a Buckman fazia uma doação equivalente a 250 dólares para a instituição que a gente indicasse. Fiz várias doações para o Anelo, inclusive. Depois que eu me aposentei eu continuei a ser voluntária no Anelo.

Em que ano você se aposentou?
Em 2015.

Como você passou de voluntária a presidente do Anelo?
Eu continuei o trabalho voluntário no Anelo, mais especificamente fazendo um jornalzinho para o Anelo. Eu falava para o Luccas (Luccas Soares, fundador do Anelo): “Vocês têm que divulgar mais o trabalho do Anelo”. Era um jornalzinho que era distribuído para os alunos e ia parar nas famílias depois. Em 2017, o Luccas e a Geisa (Geisa Carla Soares, esposa de Luccas e também voluntária do Anelo) me convidaram para fazer parte da diretoria, porque eu já atuava como voluntária na Diretoria, mas no Conselho Fiscal.

Como é o trabalho de uma presidente de uma associação sem fins lucrativos como é o Instituto Anelo?
É um grande desafio sempre. Todos os dias são novos desafios. Mas é muito gratificante. Eu não sou musicista, sou engenheira química, mas eu consigo contribuir de uma maneira diferente, que não é através da música, mas na parte da organização, com toda a sistemática empresarial, nos projetos, ajudo nesse sentido.

Para você, pessoalmente, o que significa o trabalho com o Instituto Anelo?
Eu gosto bastante. Inclusive quando assumi a presidência do Anelo eu fiz o curso do Germinar (programa de formação), que também me abriu bastante a visão. Outra coisa também é que, apesar de ter trabalhado por 36 anos numa empresa privada, com fins lucrativos, trabalhar numa ONG é totalmente diferente. É um desafio muito bacana. O que eu vejo é que a todo dia aprendo uma coisa. Eu cresci muito como pessoa com esse trabalho todo.

Esse trabalho possibilitou, inclusive, que em 2017 você acompanhasse de perto a participação do Anelo no Arcevia Jazz Feast, na Itália. Como você avalia essa experiência com os músicos?
Foi superbacana, porque aproveitei e viajei um pouco antes deles. De Roma fui até Florença e de lá fui para diversas cidades da Toscana. Foi muito bacana. Aproveitei também para assistir ao show do Andrea Bocelli (tenor italiano). Depois do show já fui para Arcevia me encontrar com o pessoal. Quando terminou o festival, fomos a Roma, ficamos mais uns dias lá e voltamos para o Brasil. Foi supergratificante também. Para o pessoal que vai lá participar é um ganho inestimável de crescimento, não apenas no aspecto musical, propriamente dito. Conhecer um outro país, para muitos, foi a primeira vez, e esse intercâmbio cultural é fantástico!

Siegrid e sua inseparável cachorrinha Penélope em um passeio noturno de bike (Foto: Acervo Pessoal)

Fale um pouco sobre sua paixão por bicicleta.
Essa paixão começou ainda na infância. Meu pai tinha bicicleta e só comprou o primeiro carro, um Jeep, quando o meu irmão nasceu, que foi o quarto filho. A gente ganhava todo ano uma bicicleta nova, mas que na verdade era a bicicleta antiga que ele reformava, pintava novamente e ganhávamos como presente de Natal. A gente era minha irmã e eu, que ganhávamos a bicicleta para nós duas usarmos. Depois, quando eu me formei, vim trabalhar aqui em Campinas, me casei, e meu marido achava perigoso ter uma bicicleta. Fiquei um bom tempo sem pedalar. Mas, passados alguns anos, decidi: “Eu vou voltar com a bicicleta”. Já estou pedalando há alguns anos e me espantei esses dias quando vi no velocímetro que eu já pedalei, com esse velocímetro, mais de 3 mil quilômetros. Já é uma boa distância. Eu gosto bastante, mas não abro mão da segurança (Siegrid não dispensa o capacete).